sexta-feira, 6 de julho de 2007

# 47

:: dos lugares comuns


Eu não estou em lugares comuns.

E isso é certo, assim como o vento não tem cor, mas pode colorir o mundo com as folhas que carrega.

Talvez no bater de asas de uma abelha eu possa estar escondido, tentando fugir de carona naquelas costas amarelas e pretas.
Mas não consigo ir muito longe.

Assim como estátuas de areia, me paraliso em beira-mar logo me desfaço com a força das ondas.
Isso tudo pra logo vir uma criança e me dar a forma que quer que eu tenha de novo.

Eu não estou em lugares comuns.

Posso estar no pó que cai da estrela azul, recém nascida no universo e pronta pra brilhar.Caio em Terra e ninguém percebe, só procuram a luz.

Definitivamente, eu não estou em lugares comuns.

Me procure embaixo da folha mais seca do outono, de onde posso flutuar no ar em sua queda, mesmo por alguns instantes, mas sentindo a sensação mais perfeita que poderia ter.

A lucidez é um acesso de loucura ao contrário.

2 comentários:

Thaís disse...

Não está mesmo em lugares comuns, mas eu sei muito bem onde o Sr. está! No meu coração! Junto com aquele presentão chamado Cristina que você me deu! Tem mais algumas pessoas lá... mas posso de garantir, não é coisa pra qualquer um! Te amo!!! Saudade gigante!!! Acho que amanhã te encontro, né? Tomara!!! Super beijo!

CL disse...

o melhor é estar em todos os lugares e deixar todos eles incomuns!!!

com nossa presença,claro!!bjs e saudades

=**