segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

# 88

:: das memórias e a casa vazia


ontem foi dia de mudança.
sim. casa nova. dessa vez nova mesmo, com direito a eco na sala de tão vazia que estava.

e dias de mudança são sempre desafiadores.
nos colocam de frente com coisas que a gente nem se lembrava que existiam. e outras que a gente se esforçava pra fingir que não existiam mais.

pois bem, e lá no meio daquele tanto de caixas e sacolas e roupas e móveis e cds, encontro um monte de papéis e fotos antigas.

e eu já nem me lembrava do meu caderno verde, e nem do vermelho, nem daquelas poucas fotos de viagem que mandei imprimir a uns anos atrás.
e de repente, lá estava eu, parado por horas, no meio da bagunça toda, relendo trechos da minha própria vida como se estivesse lendo um livro de qualquer autor.

e as memórias puxavam as outras e me vi em meio a viagens no tempo, lembrando de coisas boas e ruins.

e no meio da bagunça os bilhetinhos de faculdade, as risadas anotadas no papel. enfim, era um mundo todo ali, um mundo que já foi meu.

de repente me lembro que eu tinha que continuar juntando as coisas.
e deixei os papéis pra trás.
comprei um caderno novo, um bloquinho e uma caneta.
as histórias vividas ficam lá guardadas no quarto antigo.
e as histórias que virão e que estão acontecendo hoje, vão encher a casa nova, que ainda é casa vazia, mas que logo vai ter muito o que contar.

 

Um comentário:

Thaís disse...

Lembrei de uma música por causa do finalzinho do post: "Casa vazia, luzes acesas (só pra dar a impressão), cores e vozes, conversa animada (é só a televisão)" - Simples de Coração, do meu amigo Beto. A sua casa nova num vai ser assim nunca! Nunca, nunca, nunca! Mas eita que a gente anda revirando o baú, né? Aff! Mas acredito que boas lembranças sejam uma coisa boa pra se ter... Eu também num lembrava do seu caderno verde, e acho que nem sabia do vermelho. O meu é rosa! E eu costumo anotar nele os futuros posts do meu blog, que tá lá abandonado até por mim agora! Rs... Casa nova, vida nova, amore! Mas deixa pra trás só o que não vale a pena, viu? As coisas boas você pode e deve guardar, nem que seja só no coração! Beijo, meu bem! Te amo-te sem cor, sem tamanho, sem cheiro, sem nome, sem explicação... Te amo porque te amo! E porque você é você! E um pouquinho eu também! Beijo!