:: da bela e suas letras
e a moça me vem e diz: me dá um poema?
e como eu explico que o próprio poema é ela? que não tenho como reescrever algo que se move?
e eu não sei mesmo fazer isso, então me arrisco em umas palavras.
e lá vem ela caminhando rua afora
seus passos têm uma segurança grande
que é exigida pra combinar com sua altura
e quem vê acredita ser uma mulher invulnerável
tolos tolos, quem só se deixa vê-la ao longe
não sabe que perde uma beleza gigante
maior até que ela mesma
a beleza que se prende naquela alma de cabelos louros
e que enxerga o mundo por vistas verdes
e não se espante. é bela que só ela.
por vezes Odete, na maioria patrícia.
é humana, com suas peculiaridades de gente
e sonhos de moça
é gente que ri com as bobagens dos amigos
é menina que chora com o filme pra criança
é mãe que se entristece com a partida de seu filho
é tia que se derrete com o sorriso da menininha
é mulher que busca ser feliz e amar
mas sobretudo, tem alma bela.
e beleza d'alma não se vê em cada esquina
podem dizê-la de dondoca, patrícia,
mas não sabem de nada.
tolos os que não se aproximam por medo de sua estampa forte
nunca saberão da fragilidade que guarda aquela armadura
e do tamanho do coração que lá se esconde
tolos digo, porque tolo já fui.
mas perdi minha tolice no dia que me deixei conquistar
é bela, é odete, é amiga, é patrícia.